Com apoio do ASL Brasil, Estado do Pará avança na construção de protocolo para avaliar recomposição da vegetação nativa em imóveis privados no estado

Evento marca avanço na agenda de regularização ambiental no Estado do Pará

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April 14, 2026

Belém (PA), 13 de abril de 2026 - Nos dias 9 e 10 de abril de 2026, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas/PA) realizou, em Belém, a oficina “Indicadores para avaliação da recomposição da vegetação nativa aplicáveis ao Programa de Regularização Ambiental do Estado do Pará (PRA/PA)”, coordenada pelo programa Regulariza Pará. A iniciativa, que contou com apoio do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), reuniu representantes do poder público, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e especialistas para validar referências técnicas que irão orientar o monitoramento das áreas em recomposição no estado do Pará.

O ASL Brasil atua com ações de regularização ambiental e restauração no estado do Pará, Amazonas, Acre e Rondônia com o objetivo de restaurar mais de 28 mil hectares de floresta amazônica e já superou a meta, com mais de 44 mil hectares em processo de restauração.

No Pará, o projeto apoia o programa Regulariza Pará por meio da análise e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e a execução de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADAs), etapas previstas pela regularização ambiental, além da capacitação de técnicos e extensionistas.

O encontro buscou validar e produzir recomendações técnicas para a avaliação dos resultados da recomposição da vegetação nativa, utilizando indicadores de vegetação e valores de referência sugeridos na proposta de protocolo de monitoramento aplicável ao Programa de Regulariza Pará.

“O evento teve uma importância estratégica para o avanço da restauração no Pará em imóveis rurais privados”, comentou Renato Rodrigues, coordenador sênior da Conservação Internacional (CI-Brasil). “O Estado começa a pavimentar um caminho que poderá torná-lo referência em restauração para toda Amazônia Legal”, concluiu.

Para o especialista, o monitoramento da restauração é essencial para a eficiência dos projetos. “É por meio dele que a gente consegue avaliar como a sucessão ecológica está acontecendo, ajustar o manejo no momento certo, o que chamamos de manejo adaptativo, e usar melhor os recursos financeiros disponíveis. Além disso, o monitoramento ajuda a garantir que as exigências legais sejam cumpridas e que os benefícios ecológicos e sociais desses projetos sejam potencializados”, complementou.

A programação também buscou nivelar os conhecimentos dos servidores e servidoras do estado sobre os indicadores de vegetação e valores de referência para restauração previstos na proposta do protocolo, além de consolidar recomendações que orientem a implementação do PRA no Pará. Ao longo dos dois dias, os participantes discutiram assuntos como fundamentos técnicos do monitoramento e os métodos de amostragem que deverão compor o instrumento final.

SOBRE O PAISAGENS SUSTENTÁVEIS DA AMAZÔNIA (ASL BRASIL)

A Amazônia é essencial para a vida no mundo, mas sua paisagem está passando por mudanças que ameaçam seus ecossistemas. Para reverter esse cenário e contribuir com sua conservação e restauração, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, por meio da Secretaria de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio/MMA), coordena o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), executado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em parceria com Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (OEMAs) e órgãos federais responsáveis pela gestão de áreas protegidas.

O ASL Brasil se insere no Programa Regional ASL, implementado pelo Banco Mundial (BM) e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que inclui projetos no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. Juntos, essas ações visam melhorar a gestão integrada da paisagem na Amazônia.