Samarcanda (Uzbequistão), 5 de junho de 2026 – Na sexta-feira (5), o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) participou da mesa-redonda “Ciência, Integração e Transformação de Sistemas”, realizada durante a 8ª Assembleia do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) em Samarcanda, no Uzbequistão. A iniciativa foi selecionada para apresentar resultados alcançados no Brasil em ações de conservação da natureza, restauração florestal e fortalecimento de áreas protegidas, com base na abordagem de gestão integrada da paisagem.
Com o tema “A arrancada final rumo a 2030: implementando a agenda GEF-9 de Natureza, Clima e Poluição”, a Assembleia reuniu representantes de 186 países-membros, organismos internacionais, sociedade civil, povos indígenas, juventudes e setor privado para debater caminhos de implementação de soluções voltadas à sustentabilidade global. O ASL Brasil foi representado por Carlos Eduardo Marinelli , chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SBIO/MMA) e supervisor de projetos do GEF.
“O reconhecimento do ASL Brasil pelo GEF reforça a importância de investir em soluções inovadoras de governança, gestão, gerenciamento e comunicação de projetos de conservação do Governo Federal de forma descentralizada e colaborativa”, destacou Marinelli sobre a seleção para apresentação no encontro.
Laura Lamonica, diretora de Soluções para o Clima da Conservação Internacional (CI-Brasil), afirma que a escolha do ASL Brasil para integrar a programação da Assembleia valoriza o potencial da abordagem para os compromissos globais de clima e biodiversidade:
“ O convite para apresentar o ASL Brasil na Assembleia do GEF demonstra o valor de iniciativas que articulam políticas públicas, governança colaborativa e implementação nos territórios. Ao integrar conservação, restauração, produção sustentável e fortalecimento institucional em uma abordagem de gestão integrada da paisagem, o projeto mostra como é possível transformar compromissos globais em resultados concretos para as pessoas e para a natureza. Essa experiência pode gerar referências importantes para que o Brasil avance no cumprimento de suas metas de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, destacou a diretora.
Resultados para a Amazônia
O ASL Brasil alcançou 102 municípios, 56 unidades de conservação e 61,5 mil imóveis rurais, beneficiando diretamente mais de 103,5 mil pessoas.
Entre os principais avanços, a iniciativa apoiou aproximadamente 44 mil hectares em processo de restauração, resultado cerca de 57% superior à meta inicial de 28 mil hectares. Na agenda de produção e regularização rural, contribuiu para que 900 mil hectares em propriedades adotassem práticas sustentáveis e para a análise de mais de 55,7 mil Cadastros Ambientais Rurais (CAR), mais que o dobro da meta de 27 mil propriedades rurais apoiadas com ferramentas de planejamento do uso da terra. O projeto também superou a meta relacionada a áreas protegidas sob manejo, com mais de 6,7 milhões de hectares implementando práticas de manejo sustentável.
A participação na Assembleia do GEF ampliou a visibilidade internacional das experiências construídas na Amazônia brasileira e fortaleceu a troca de aprendizados sobre implementação de políticas públicas, governança territorial e gestão integrada da paisagem.
Sobre o Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil)
O Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) é uma iniciativa do governo federal em parceria com governos estaduais, que tem avançado na promoção da conservação e do desenvolvimento sustentável na Amazônia.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, por meio da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO/MMA), coordena o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), executado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em parceria com órgãos estaduais de Meio Ambiente (OEMAs) e órgãos federais responsáveis pela gestão de áreas protegidas.
O ASL Brasil se insere no Programa Regional ASL, implementado pelo Banco Mundial (BM) e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que inclui projetos no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. Juntos, visam melhorar a gestão integrada da paisagem na Amazônia.
