Conservação Internacional é nomeada para a Câmara Técnica de Espécies da Fauna Aquática Ameaçadas do CONABIO

Com representação de Natali Piccolo e Bruna Alves, organização contribuirá com recomendações para conservação, manejo e recuperação de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção

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Budião-azul é uma das espécies ameaçadas de extinção no litoral brasileiro

April 30, 2026

Brasília (DF), 30 de abril de 2026 – A Conservação Internacional (CI-Brasil) foi nomeada, nesta quinta-feira (30), para integrar a Câmara Técnica de Espécies da Fauna Aquática Ameaçadas (CT Aquáticas Ameaçadas), instituída pela Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABIO). A instância foi criada para subsidiar a CONABIO no acompanhamento e na elaboração de recomendações para ações de conservação, manejo e recuperação de espécies aquáticas ameaçadas de extinção.

“Integrar a CT Aquáticas Ameaçadas é uma oportunidade de contribuir com recomendações ao governo para gestão das espécies e estoques por uma interface entre ciência e política, trazendo a experiência de campo e as necessidades das comunidades que devem ser envolvidas nos processos pelo impacto da lista nos seus meios de vida. Nesse espaço, poderemos apoiar ainda mais estratégias de conservação da biodiversidade aquática que considerem a manutenção de ecossistemas saudáveis, a valorização dos modos de vida de pescadores, marisqueiras e outras comunidades tradicionais e o fortalecimento de respostas de mitigação e adaptação diante da crise climática e da crise da biodiversidade”, destaca Natali Piccolo, diretora do Programa Marinho e Costeiro da CI-Brasil e referência em gestão da pesca marinha e costeira, eleita como titular do grupo. Natali será acompanhada por Bruna Alves, coordenadora de projetos com ampla experiência em pesca continental, nomeada como suplente.

A indicação reconhece a trajetória de mais de 30 anos da CI-Brasil na conservação de ecossistemas aquáticos, com destaque para a atuação no Extremo Sul da Bahia e, mais recentemente, na Amazônia e no Sul do país. Entre os resultados estão a contribuição para a criação de quatro áreas protegidas e dois parques nacionais na região de Abrolhos, a estruturação do Fundo Abrolhos Terra e Mar, o fortalecimento de pescadores e marisqueiras tradicionais, o apoio ao desenvolvimento de Acordos de Pesca no Amazonas e seu protocolo de monitoramento, além da contribuição ao recém-instituído Parque Nacional Marinho do Albardão, no Rio Grande do Sul - a maior unidade de conservação marinha de proteção integral do Brasil.

Uma instância para orientar prioridades de conservação

A CT Aquáticas Ameaçadas reúne representantes de órgãos governamentais, organizações não governamentais, movimentos sociais, instituições de pesquisa e setores da pesca industrial, artesanal, ornamental e esportiva. Com mandato de dois anos, seus integrantes têm como competência acompanhar e propor prioridades para ações de conservação, manejo e recuperação de peixes e invertebrados aquáticos pertencentes à Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

A Câmara Técnica também deve subsidiar a CONABIO no acompanhamento da elaboração e implementação dos Planos de Recuperação dessas espécies, documentos que orientam medidas para promover a conservação e a recuperação populacional de peixes e invertebrados aquáticos ameaçados. As atividades do grupo já foram iniciadas, com foco na análise da lista de espécies ameaçadas de extinção e na discussão de regras e restrições aplicáveis às espécies incluídas nessa lista.

Sobre a CONABIO

A Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABIO) é o órgão colegiado do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) responsável por discutir e implementar as ações para cumprir os compromissos do país junto à Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), como os planos de ação da Estratégia e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB), alinhada às metas globais de biodiversidade de Kunming-Montréal (GBF).

Cabe à comissão e seus membros identificar e propor áreas e ações prioritárias para pesquisa, conservação, manejo sustentável da biodiversidade, além de implementar os compromissos assumidos pelo Brasil a nível global.